Connect with us
Logo

Destaque

Crianças confundem veneno de rato com bala e sete são hospitalizadas em escola

Publicada

em

Aluno levou raticida para sala de aula e distribuiu aos colegas; seis crianças tiveram apenas mal-estar e uma apresentou quadro de intoxicação mais significativo, mas todas estão fora de perigo

Um episódio que poderia ter terminado em tragédia mobilizou equipes de saúde e provocou a suspensão das aulas na Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, no bairro Alvorada, em Cuiabá. Sete crianças foram hospitalizadas na manhã de ontem (10) após ingerirem veneno de rato levado por um dos alunos para dentro da unidade escolar.

Segundo informações da Prefeitura de Cuiabá, a criança teria confundido o produto com balas e o distribuiu aos colegas. Pouco tempo depois, ao perceberem que os estudantes haviam ingerido a substância, professores e servidores da escola acionaram imediatamente o atendimento de emergência e encaminharam todas as vítimas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro.

 

INFO

A rápida identificação da ocorrência e o atendimento imediato impediram que o caso tivesse consequências mais graves. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, todas as crianças permanecem fora de risco.

A diretora técnica da UPA Morada do Ouro, Jéssica Fraga, informou que seis estudantes apresentaram apenas sintomas leves de intoxicação.

“No dia de hoje, logo no primeiro período da manhã, recebemos as crianças trazidas pelos profissionais da Escola Marechal Rondon. Elas entraram em contato e ingeriram veneno de rato, que, pela história colhida, foi levado por uma das crianças para a escola”, explicou.

Segundo a médica, seis pacientes apresentaram apenas desconforto gástrico e permaneceram conscientes durante todo o atendimento.

“Receberam todas as medicações e cuidados da nossa equipe de pediatria”, afirmou.

Já a sétima criança, apontada como responsável por levar o produto para a escola, apresentou quadro mais significativo de intoxicação, com sonolência e leve rebaixamento do nível de consciência, sendo encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para acompanhamento especializado.

As outras seis vítimas foram transferidas ao Centro Médico Infantil (CMI), referência em atendimento pediátrico, onde permaneceram em observação.

ATENDIMENTO MOBILIZOU SAÚDE E EDUCAÇÃO – Em nota conjunta, as secretarias municipais de Saúde e Educação afirmaram que as equipes atuaram de forma integrada desde os primeiros minutos da ocorrência para garantir atendimento rápido aos alunos.

A Prefeitura informou que todas as medidas necessárias foram adotadas e reiterou que as crianças permanecem fora de perigo.

“As crianças estão recebendo toda a assistência necessária e, neste momento, encontram-se fora de perigo”, destacou a administração municipal.

As equipes também acionaram o Centro de Informações e Assistência Toxicológicas (CIATox), de Brasília, para auxiliar na condução dos casos.

As aulas do período matutino foram suspensas após o incidente.

ORIGEM DO PRODUTO AINDA É INVESTIGADA – Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia informado como o raticida chegou às mãos da criança que o levou para a escola nem qual era exatamente o tipo de produto ingerido.

Também não foram divulgadas as idades dos estudantes envolvidos. A Escola Municipal Marechal Rondon atende alunos da educação infantil e do ensino fundamental.

Segundo o Município, detalhes clínicos e informações pessoais das vítimas não serão divulgados para preservar o sigilo médico e a identidade das crianças.

O caso deverá ser apurado para esclarecer de onde veio a substância, como ela chegou ao ambiente escolar e se houve falhas que permitiram o acesso ao produto.

PRODUTO CLANDESTINO PREOCUPA AUTORIDADES – Embora o tipo de veneno não tenha sido oficialmente identificado, especialistas lembram que um dos produtos mais comuns em casos de intoxicação é o chamado “chumbinho”, cuja comercialização e utilização são proibidas no Brasil.

O produto é vendido clandestinamente, normalmente em pequenos grânulos de coloração cinza-escura, sem qualquer registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), oferecendo elevado risco de intoxicação, principalmente entre crianças.

30 Minutos Online © 2025 Todos os direitos reservados - Diretor de Redação: Zacarias Pena Verde