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Exército Invisível – A História do Combate às Endemias e o Sacrifício Silenciado dos Sucanzeiros
Evento da Unir resgata a memória do “exército invisível” que enfrentou a malária e a contaminação por DDT para garantir o desenvolvimento e a saúde pública em Rondônia
A Universidade Federal de Rondônia (Unir), através dos seus idealizadores, a Professora Dra. Lucélia Largura do Vale Vidigal e Professor Dr. Ademir Luiz Vidigal realizaram o evento para resgatar, por meio de registros fotográficos e relatos, a memória dos trabalhadores que ajudaram a combater as endemias durante a colonização de Rondônia.
O encontro aconteceu ontem, terça-feira (08) na Unir de Cacoal. Nas décadas de 1970 e 1980, quando a malária era uma das doenças que mais matavam, os chamados sucanzeiros ou maleiros estavam na linha de frente, percorrendo áreas de difícil acesso e enfrentando condições adversas para proteger a população e salvar vidas. Entre os convidados, esteve presente o candidato a uma cadeira na Câmara Federal, Almir José (PODEMOS) com o número 2010. O candidato foi um dos desbravadores no combate às doenças endêmicas como malária e dengue. Hoje em dia são elas: Dengue, Zika e Chikungunya. Almir destacou que, durante uma missão em Jaru, a dura realidade dos trabalhadores da Sucam se revelou de forma dramática.
Alojados em uma casa cedida e sem energia elétrica, Almir e sua equipe foram surpreendidos por uma mãe em desespero que praticamente jogou em seus braços um bebê convulsionando com febre altíssima.

Sem estrutura ou recursos médicos adequados, contando apenas com o improviso de um banho para baixar a temperatura e o puro instinto de salvar vidas, eles conseguiram evitar o pior. Essa missão, porém, teve um preço alto. Muitos trabalhadores foram expostos ao DDT, (diclorodifeniltricloroetano) é o primeiro pesticida sintético moderno, amplamente utilizado a partir da Segunda Guerra Mundial para combater insetos vetores de doenças como malária, tifo e febre amarela utilizado no combate aos mosquitos, sem conhecer os riscos e sem a proteção necessária, deixando sequelas e, em muitos casos, perdendo a própria vida precocemente.
O evento preservou essa história e deu visibilidade a esses homens e mulheres que, como um verdadeiro “exército invisível”, foram fundamentais para a saúde pública e para o desenvolvimento de Rondônia — uma história que não pode ser esquecida. A história de sacrifício do passado não pode ser apagada, e o futuro da nossa saúde pública exige defensores de verdade.

Com o número 2010 no dia 4 de outubro, Almir José levará essa bagagem de luta e superação para a Câmara Federal, assumindo o compromisso inegociável de ser o legítimo representante dos servidores da saúde em Brasília, garantindo que os homens e mulheres que dedicam suas vidas a cuidar da população de Rondônia nunca mais sejam tratados como invisíveis pelo poder público.

