Destaque
PRF começa a usar drones e câmeras para fiscalizar rodovias de Rondônia
Tecnologia será usada em trechos críticos para coibir infrações e reduzir acidentes
A fiscalização nas rodovias federais de Rondônia passa a contar com drones e câmeras integradas para identificar condutas de risco. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou nesta segunda-feira (28) a implementação do videomonitoramento, com prioridade para trechos considerados críticos e foco na prevenção de acidentes.
A medida ocorre em meio ao aumento das ocorrências nas rodovias federais do estado. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registrados 1.398 acidentes, número 31,02% superior aos 1.067 casos contabilizados no mesmo período de 2025.
Do total registrado neste ano, 352 acidentes foram considerados graves. As ocorrências deixaram 1.595 pessoas feridas e 98 mortos.
Tecnologia amplia fiscalização
A nova estratégia combina Aeronaves Remotamente Pilotadas (drones) e câmeras fixas para acompanhar a circulação nos pontos com maior incidência de acidentes.
Segundo o levantamento da PRF, entre os principais fatores associados aos acidentes graves e fatais estão a desatenção ao volante, frequentemente relacionada ao uso do celular, o desrespeito à distância de segurança, a falta de preferência no acesso às vias e a ingestão de álcool.
A tecnologia também será utilizada para identificar infrações como ultrapassagens proibidas e uso do celular enquanto dirige.
PRF aposta em prevenção
Para o chefe regional do Núcleo de Segurança Viária da PRF, Bruno Leonardo, o videomonitoramento amplia a capacidade de fiscalização nos pontos considerados mais críticos.
“O uso de drones e câmeras integradas é um avanço estratégico para a PRF em Rondônia. Nosso objetivo não é punir, mas sim ampliar a presença policial nos pontos mais críticos e salvar vidas, combatendo de forma direta as atitudes imprudentes que hoje causam a maioria das nossas tragédias nas rodovias.”
Ainda segundo o representante da PRF, a fiscalização por tecnologia deve ser acompanhada da conscientização dos motoristas.
“A tecnologia nos dá braços mais longos para coibir infrações gravíssimas, como ultrapassagens proibidas e o uso do celular ao volante. Contudo, a fiscalização remota só cumpre seu papel se houver conscientização: a segurança no trânsito é uma construção coletiva entre os órgãos de fiscalização e cada motorista”, afirmou.

