Giro pela Cidade
Obras do Pocket Park Jacaré entram na fase final

As obras do Pocket Park Jacaré estão na fase final em Porto Velho. A previsão é que o projeto seja concluído nos próximos dias. Nesta etapa, a equipe executa os últimos serviços de contrapiso, instalação de bancos e lixeiras, pintura e conclusão dos dutos de drenagem do jardim de chuva.
O projeto tem como uma das principais referências a geometria das escamas do jacaré. A forma foi usada como base para a criação de módulos que aparecem em diferentes tamanhos, posições e proporções ao longo do espaço.
Para o prefeito Léo Moraes, a proposta está ligada à recuperação e à criação de novos espaços públicos na capital. “A cidade precisa de espaços que tenham função, identidade e que façam sentido para quem vive Porto Velho. O Pocket Park Jacaré traz uma proposta diferente e mostra que é possível pensar o espaço público também a partir das características da nossa cidade”.
O projeto é assinado pelo arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

“A partir da escama, começamos a trabalhar não com uma forma única, mas com um sistema. O módulo passa por variações de tamanho, proporção, posição e espaçamento, criando uma composição que se adapta ao espaço. É aí que entra a arquitetura paramétrica: um mesmo princípio pode gerar diferentes formas sem perder a unidade do projeto”.
ARQUITETURA PARAMÉTRICA
No Pocket Park Jacaré, a arquitetura paramétrica permite que um mesmo elemento seja aplicado de maneiras diferentes conforme as características do espaço. Assim, a referência à escama não aparece como uma reprodução direta do animal, mas como parte da organização visual do parque.
“Essa lógica permite que o desenho deixe de ser estático. As peças se relacionam entre si, acompanham o espaço disponível e criam diferentes ritmos ao longo do percurso. A escama deixa de ser apenas um elemento visual e passa a ser parte da própria construção da paisagem”, afirmou Alecsander.

Segundo o arquiteto, a proposta foi transformar uma referência conhecida em um elemento de composição do espaço público.
“O que me interessa nesse projeto é justamente essa transição entre referência e linguagem. A gente parte de algo reconhecível, mas não reproduz literalmente. Transformamos uma característica do lugar em uma lógica contemporânea de desenho”.
Outro elemento previsto no projeto é o jardim de chuva. A estrutura recebe parte da água pluvial e auxilia no escoamento e na infiltração da água no solo.
Os dutos de drenagem que fazem parte desse sistema também estão na etapa final de execução.
O Pocket Park Jacaré será o segundo pocket park de Porto Velho e contará com o quarto jardim de chuva implantado no município. As duas estruturas eram inéditas na cidade até a implantação dos primeiros projetos na gestão do prefeito Léo Moraes e passaram a integrar as intervenções voltadas à qualificação dos espaços públicos e à adoção de soluções de drenagem urbana.
