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Operação Escobar prende três e mira integrantes do Comando Vermelho em RO

Investigação do Denarc começou após análise de celular apreendido em operação realizada em 2025; ação cumpre cinco prisões preventivas e oito mandados de busca e apreensão

Porto Velho, RO – Conversas recuperadas de um celular apreendido durante uma operação policial realizada em 2025 levaram o Departamento de Narcóticos (Denarc) a deflagrar, nesta quinta-feira (3), uma nova ofensiva contra uma suposta rede de distribuição de drogas em Porto Velho. Batizada de Operação Escobar, a ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Até o momento, três investigados foram presos: Celson J. S. C., de 30 anos; Lindomar B. M., de 39 anos; e Pablo F. da S., de 34 anos.

Segundo as investigações, entre os alvos estão pessoas apontadas como integrantes do Comando Vermelho e suspeitas de envolvimento com a comercialização e distribuição de entorpecentes na capital rondoniense.

De acordo com o Denarc, o ponto de partida para a nova investigação foi um celular apreendido durante a Operação Fecha Boca, realizada em 2025.

O aparelho pertencia a um dos alvos, que havia sido preso em flagrante durante aquela operação. A partir da análise do conteúdo armazenado no celular, os investigadores encontraram conversas, contatos e outras informações relacionadas à distribuição de drogas.

O trabalho de inteligência permitiu identificar possíveis conexões entre diferentes pessoas e pontos de comercialização de entorpecentes em Porto Velho.

Com o avanço da apuração, novos suspeitos passaram a ser identificados e relacionados à suposta cadeia de distribuição.

Entre os presos nesta quinta-feira está Pablo F. da S., apontado pela investigação como um dos responsáveis pela distribuição de drogas para diferentes pontos de comercialização em Porto Velho.

Segundo os investigadores, a análise das comunicações também possibilitou identificar outras pessoas que estariam envolvidas nas etapas de comercialização dos entorpecentes.

O nome da operação foi escolhido justamente a partir das informações encontradas no celular. Conforme o Denarc, Pablo utilizava o termo “Escobar” como username nas comunicações analisadas, em referência ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar.

Após reunir as informações obtidas durante a investigação, o delegado responsável pelo caso representou junto ao Poder Judiciário pelas prisões preventivas e pelos mandados de busca e apreensão.

As medidas foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta quinta-feira pelas equipes do Denarc.

Durante a operação, os policiais também apreenderam materiais que serão submetidos à análise. O conteúdo poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

O Denarc informou que a investigação permanece em andamento e que novos desdobramentos poderão ocorrer a partir da análise do material recolhido durante a Operação Escobar.

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