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Luz de alerta acesa: problema nas baterias preocupa Mercedes na F1

Uma temporada que começou da melhor forma para a Mercedes, com seis vitórias nas seis primeiras corridas. Mas dois abandonos em duas das últimas três provas, no Canadá com George Russell, e em Barcelona com Kimi Antonelli, ligaram a luz de alerta na fábrica de Brackley, na Inglaterra. A falha foi a mesma: um problema na bateria, identificado pelos engenheiros da equipe alemã. A solução definitiva, contudo, deve demorar: o próprio time não acredita em uma correção do problema a curto prazo. Em ambos os casos, as baterias apresentaram vazamentos; na situação do carro de Russell, por exemplo, a peça teve de voltar por via marítima de Montreal para a Inglaterra, justamente para não haver riscos no transporte aéreo.

O abandono do líder do campeonato Kimi Antonelli em Barcelona fez com que a Mercedes investigasse o problema mais a fundo na fábrica na Inglaterra. Segundo James Allison, diretor técnico da equipe alemã, a falha foi identificada e o trabalho em uma solução já começou a ser desenvolvido. O problema é que o regulamento técnico da Fórmula 1 limita em três o número de baterias que pode ser usado por cada carro na temporada 2026. Ou seja: Russell e Antonelli já têm uma inutilizada. Eles terão apenas duas para disputar entre 15 e 17 GPs até o fim do ano (dependendo da remarcação dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, suspensos por causa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã). Dificilmente os pilotos da Mercedes irão escapar de uma punição na reta final do campeonato. O primeiro uso de uma bateria extra rende a perda de 10 posições no grid. E nos subsequentes, pena de cinco postos.

George Russell observa seu carro ser recolhido após o abandono no GP do Canadá, em Montreal — Foto: Reprodução/sportv

Segundo James Allison, apesar de problemas com causas distintas no caso das equipes clientes, a origem é a mesma das quebras da Mercedes, na mesma região das baterias. Considerada como a melhor e mais eficiente unidade de potência do ano, a montadora alemã agora corre contra o tempo para sanar as falhas antes que a confiabilidade afete a luta pelos títulos de pilotos e construtores deste ano. Os dois abandonos no Canadá – com George Russell – e em Barcelona – com Kimi Antonelli – custaram efetivamente 43 pontos às flechas de prata. Com isso, a Ferrari obteve bons resultados, inclusive com uma vitória – a de Lewis Hamilton em Barcelona – e cortou a desvantagem em relação à Mercedes para 72 pontos. Pouco para uma equipe que começou o ano tida como imbatível.

George Russell sai do carro após o problema que causou o abandono no GP do Canadá, em Montreal — Foto: Reprodução/sportv

Na corrida contra o tempo, a Mercedes tem dois problemas complicados para lidar. O primeiro deles, claro, é arrumar uma solução para a falha nas baterias enquanto terá quatro GPs no intervalo de cinco fins de semana, começando pelo GP da Áustria, no Red Bull Ring, entre os dias 26 e 28 de junho. E o segundo é a ascensão da Ferrari, que recuperou terreno nas últimas corridas e tem o heptacampeão Lewis Hamilton na vice-liderança do campeonato após a vitória no GP de Barcelona-Catalunha. Tudo isso no forte calor do verão europeu. Não existem piores condições para lidar com um problema tão crítico de confiabilidade. As altas temperaturas são outro gatilho para que as baterias fiquem sobrecarregadas.

Kimi Antonelli dá entrevistas após o abandono no GP de Barcelona-Catalunha, em Montmeló — Foto: Jayce Illman/Getty Images

Em suma: a Mercedes está na contagem regressiva para as tão esperadas férias de verão da Fórmula 1, em agosto, após o GP da Hungria. Enquanto tenta resolver o problema nas baterias, a equipe alemã torce para que seus dois carros aguentem este período sem apresentar falhas graves que lhe retirem pontos na briga pelos dois títulos deste ano. Com uma Ferrari em ascensão, com um carro eficiente e com Lewis Hamilton motivado, não é aconselhável sair desta sequência de provas com uma perda grande de pontos em relação à equipe italiana. Será um enorme desafio para a Mercedes, que busca encerrar o jejum de títulos que já dura desde 2021, quando conquistou o Mundial de Construtores.

George Russell volta aos boxes após o abandono no GP do Canadá, em Montreal — Foto: Reginald Mathalone/NurPhoto via Getty Images

Fonte: ge
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