
— É um jogo em que os dois times propõe jogo. O Brasil precisa ter cuidado com a velocidade e a movimentação dos caras, porque eles não param. Eles precisam estar atentos a isso. Já fizeram bem contra a Escócia, fizeram melhor, mas no jogo contra Marrocos você viu que o pessoal estava perdido. O posicionamento, a questão da movimentação, eles não estavam conseguindo achar os marroquinos não — explicou Zico.
Apesar de ter visto alguns pontos negativos da estreia do Brasil na Copa, Zico afirmou que o treinador Carlo Ancelotti encontrou a forma de montar uma equipe que foi ganhando confiança ao longo da fase de grupos.
— Ainda bem que o Brasil deu uma levantada nesses dois últimos jogos, definiu o time. O Ancelotti entrou contra o Marrocos, que é um dos melhores times da Copa do Mundo, um time que tem que se respeitar, foi semifinalista na última Copa. Eles deram um sufoco naqueles 20 minutos contra o Brasil, e lógico que muita gente não entendeu isso, mas ele (Ancelotti) ainda estava inseguro em quem escolher, aí no segundo tempo eu acho que ele definiu o time, aí foi contra o Haiti no segundo jogo e no terceiro jogo não teve muitas mudanças. Em conjunto, fazendo gols e ganhando os jogos, isso dá confiança — afirmou.
Zico e Japão
Zico já tinha pendurado as chuteiras no momento em que recebeu a proposta de jogar no Sumitomo Metal – que depois virou Kashima Antlers. Além de jogar pelo Kashima de 1991 a 1994, ele auxiliou no processo de desenvolvimento do futebol japonês.
Zico também foi técnico da seleção japonesa entre 2002 a 2006. No cargo, conquistou a Copa da Ásia de 2004 e classificou o Japão para a Copa do Mundo de 2006, edição em que o Brasil encarou a equipe japonesa pela primeira vez em um Mundial. Na ocasião, a Amarelinha venceu por 4 a 1 na última rodada da fase de grupos.
— O Japão hoje é diferente, é bom estar atento. Foi um time que antes tinha uma dificuldade grande de jogar contra sul americanos e africanos. Quando estava na seleção, fiz muito para que tivéssemos jogos contra os africanos e contra os sul americanos — disse.
Fonte: ge