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Justiça bloqueia R$ 48 milhões e 1.611 cabeças de gado em operação do MPRO

Bloqueios patrimoniais superiores a R$ 48 milhões, apreensão de maquinários, restrições sobre imóveis e constrição de 1.611 cabeças de gado fazem parte das medidas autorizadas pela Justiça durante a Operação Labirinto de Bronze, deflagrada nesta terça-feira (26) pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Gaeco.

A operação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e medidas assecuratórias patrimoniais em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho, dentro de uma investigação que apura a prática de lavagem de dinheiro.

Segundo o MPRO, a apuração surgiu a partir de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para investigar a existência de uma milícia privada suspeita de utilizar empresas e terceiros para ocultar patrimônio e dissimular a origem de valores ilícitos.

As investigações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica formal dos investigados, além da utilização de uma empresa de terraplanagem para circulação de recursos. Também foram encontrados indícios de ocultação de patrimônio rural, veículos e semoventes registrados em nome de terceiros.

O MPRO informou ainda que o grupo teria mantido as atividades mesmo durante o período em que um dos principais investigados estava foragido da Justiça. Conforme a investigação, ele possui histórico de crimes violentos e repetidas fugas em outras operações.

Ao todo, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas ligadas aos investigados nos municípios envolvidos na operação.

As medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça incluem bloqueio de valores, restrições de circulação e transferência de veículos, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais, apreensão de maquinários e restrições sobre rebanho bovino registrado em nome dos investigados.

De acordo com o MPRO, as medidas atingem valores superiores a R$ 48 milhões, incluindo bloqueios financeiros, indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos e constrição de 1.611 cabeças de gado bovino localizadas em propriedades rurais investigadas em Cujubim e região.

A fase ostensiva da operação conta com apoio da Polícia Militar de Rondônia, Polícia Civil de Rondônia, Secretaria de Estado de Justiça, Polícia Penal de Rondônia, Polícia Técnico-Científica de Rondônia, Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes e Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o Ministério Público, o nome Labirinto de Bronze faz referência ao histórico de fuga do principal investigado e à estrutura de ocultação patrimonial identificada durante a investigação, marcada pelo uso de empresas, movimentações financeiras fracionadas, interpostas pessoas e patrimônio rural para dificultar o rastreamento de bens e valores.

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