
Porto Velho (RO) — A promessa de fornecimento integral de material escolar pela prefeitura tem gerado forte repercussão e críticas por parte da sociedade e de representantes da educação. A declaração, feita por um vereador à imprensa no início do ano letivo, orientava pais e responsáveis a não adquirirem os itens, sob a garantia de que o poder público supriria toda a demanda.
Cinco meses após o início das aulas, no entanto, a realidade nas escolas municipais é outra: estudantes seguem sem receber os materiais prometidos, enquanto famílias relatam prejuízos e dificuldades para reorganizar o orçamento. Professores, por sua vez, têm recorrido a alternativas improvisadas para manter as atividades em sala de aula.
Especialistas e membros do conselho municipal de educação apontam que a situação evidencia falhas graves no planejamento e na execução das políticas públicas educacionais. Para eles, a combinação de promessas não cumpridas e ausência de respostas concretas revela um cenário de desorganização administrativa.
“A orientação para que os pais não comprassem material, sem que houvesse garantia real de entrega, acabou gerando um impacto direto no cotidiano escolar”, afirma *Francisco Fialis Diniz*, conselheiro municipal de educação e representante do SINTERO. Segundo ele, o episódio levanta questionamentos sobre a condução da gestão educacional e o compromisso com a comunidade.
Até o momento, não houve posicionamento claro por parte da administração municipal sobre prazos para regularização da entrega dos materiais. A ausência de respostas oficiais tem intensificado a insatisfação de pais, educadores e da sociedade em geral.