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BR-319, será que a Marina vai deixar? PEC da transposição empurrada para 2017

 

A PEC dos sonhos

Alguns rondonienses que passam pela Câmara dos Deputados e que nos encontram pelos corredores, perguntam sempre pela famosa PEC 47, que trata da transposição dos servidores do estado para os quadros da União. A deputada federal Sílvia Cristina (PP) se reuniu há alguns dias com o deputado Acácio Favacho (MDB/AP), relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A parlamentar se colocou à disposição para contribuir com as discussões e com o andamento da matéria.

Apesar da boa vontade da deputada, o comentário que tem prevalecido é de que a promessa será “empurrada” para o próximo ano, como sempre tem sido feito. Acontece que estamos em ano eleitoral, e, além das intensas articulações nos estados, o tempo será exíguo para o trâmite completo da PEC, senão vejamos:

Após ser admitida pela CCJ, o mérito da PEC é analisado por uma comissão especial, que pode alterar a proposta original. A comissão tem o prazo de 40 sessões do Plenário para votar a proposta. O prazo para emendas se esgota nas dez primeiras sessões, de acordo com o regimento da Casa. Depois, a proposta é analisada pelo Plenário. A aprovação depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação.

Uma vela pra Deus e outra…

O pré-candidato ao governo, Adailton Fúria (PSD), amarrou seu cavalo em um “palanque de banhado” como dizem os sulistas. Incentivado por Expedito Junior, líder do PSD, Fúria não atentou para o fato de que Expedito, tentando a volta ao poder, está acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo. Enquanto apoiador de Fúria ao governo pelo PSD, Expedito também deverá entrar com força na campanha de seu filho, Expedito Netto, ao governo, só que pelo PT. Se Fúria perder, quem sabe se sobra alguma coisinha do outro lado, se Lula chegar lá…

Apostas

Como em todas as eleições, servidores de vários gabinetes da Câmara dos Deputados fazem suas apostas nos candidatos majoritários. No balcão de apostas do momento, os nomes que estão mais destacados são os de Marcos Rogério (PL), seguido de Hildon Chaves (União Progressista) e de Adailton Fúria (PSD). Expedito Netto (PT), ainda não conseguiu chegar no agrado do público, a não ser nos gabinetes ligados ao PT. O que prevalece, no momento, é a assertiva de que Marcos Rogério e Hildon vão para o segundo turno.

Ventos mudando de rumo

Depois de cair na real de que não teria o apoio irrestrito do prefeito de Porto Velho, Léo Morais, para sua candidatura ao governo de Rondônia, o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), conseguiu a adesão de mais 6 prefeitos do Cone Sul e declarou apoio à pré-candidatura de Marcos Rogério ao governo do estado. A adesão deixou os outros postulantes (Hildon e principalmente Fúria) de orelhas em pé. Nas eleições passadas, Marcos Rogério, mesmo sem o apoio de prefeitos, e com uma arrogância que afirma não ter mais, quase toma o cetro de Marcos Rocha, que ganhou o governo por uma margem pequena de votos. O que dirá agora, com adesões de peso. Acredita-se que vários outros prefeitos abandonarão o barco governamental (Fúria) e seguirão para as hostes rogerianas.

Com vento de calda

Se para alguns os ventos estão mudando para desvio de rotas, a pré-candidatura da deputada federal Sílvia Cristina (PP), está de “vento em popa” como se diz no Nordeste. Com um carisma invejável e um trabalho impecável junto ao Hospital do Amor (tratamento de câncer), Sílvia decolou sua candidatura ao senado. Preocupada com a continuidade de seu trabalho em benefício das vítimas de câncer, Sílvia escolheu como seu sucessor para essa missão, o ex-deputado estadual Jesualdo Pires. Jesualdo que também já foi prefeito de Ji-Paraná, com um excelente índice de aprovação, já firmou compromisso em dar continuidade aos projetos de Sílvia, incorporando outros que sejam para benefício da população rondoniense.

Será que a Marina vai deixar?

O Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizaram o início de obras estruturantes na BR-319/AM e de serviços de melhorias na BR-174/AM. As ações visam a modernização e conservação das rodovias com investimentos que somam mais de R$ 1 bilhão, por meio do Novo PAC.

As obras incluem a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, na BR-319/AM, e a manutenção em dois lotes da BR-174/AM. Houve ainda o anúncio da publicação do aviso de licitação para o melhoramento e pavimentação do “trecho do meio” da BR-319, considerado estratégico para a ligação terrestre do Amazonas com o restante do país.

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