A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), intensifica as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Além das atividades de campo realizadas pelas equipes de vigilância, a gestão municipal também reforça a importância da participação da população na eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
Entre as principais estratégias utilizadas pelo município está o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), método que permite identificar áreas com maior risco de infestação do mosquito e direcionar as ações de combate de forma mais eficiente.
Segundo o Gerente da Divisão de Controle de Vetores da Semusa, Emerson Torres, o trabalho das equipes de campo é essencial para monitorar a presença do mosquito e orientar as ações de prevenção. O levantamento é realizado em diferentes regiões da cidade, de forma amostral, para identificar a presença de larvas e mapear os locais com maior índice de infestação.
“Após a realização das coletas, inicia-se a segunda etapa, chamada de Pós-LIRA. A primeira fase identifica os bairros com maior índice de infestação das larvas do mosquito. Já o Pós-LIRA é direcionado justamente a essas áreas com maior incidência, onde são intensificadas as ações de combate para controlar a proliferação do mosquito e reduzir os casos de dengue no município”.
Dados da vigilância epidemiológica apontam que em 2026, entre 1º de janeiro e 16 de março, foram registrados 76 casos notificados de dengue, sendo 15 considerados prováveis. No mesmo período, foram 36 casos notificados de zika vírus, sem registros de casos prováveis, e 31 casos notificados de chikungunya, com 11 casos prováveis. Não houve registro de óbitos relacionados a essas doenças durante esse período.
Durante as visitas domiciliares, os agentes de combate às endemias realizam inspeções nos imóveis, orientam os moradores e ajudam a identificar recipientes que possam acumular água parada, principal ambiente para a reprodução do mosquito.
Morador da Zona Leste da capital, Sidney Santana destaca a importância de receber as equipes de saúde durante as visitas. Segundo ele, as orientações repassadas ajudam a evitar a proliferação do mosquito.
“É importante receber os agentes em casa, porque eles orientam a gente sobre o que pode virar criadouro. Às vezes são coisas simples, como esvaziar um recipiente ou evitar água parada. Se cada morador fizer a sua parte, ajuda muito a evitar a dengue e outras variantes do mosquito”.
O Secretário Municipal de Saúde, Jaime Gazola, reforça que o enfrentamento à dengue depende da atuação conjunta entre poder público e população.
“Estamos intensificando as ações de prevenção, monitoramento e combate ao mosquito em diferentes regiões da cidade. No entanto, a participação da população é fundamental. Pequenas atitudes dentro de casa, como eliminar água parada em recipientes, caixas, calhas e vasos de plantas, fazem toda a diferença para evitar a proliferação do mosquito e proteger a saúde de todos”.
A Semusa orienta que a população mantenha atenção redobrada dentro das residências e nos arredores, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. A recomendação é verificar semanalmente locais como caixas d’água, calhas, pneus, garrafas, pratos de plantas e outros objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
