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Prefeitura amplia ações de enfrentamento à violência contra a mulher
O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), vinculado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) da Prefeitura de Porto Velho, consolida-se como o principal eixo da política pública municipal no acolhimento e atendimento de mulheres em situação de violência. Atuando como porta de entrada para a rede de proteção, o serviço oferece atendimento humanizado e sigiloso, focado em três pilares fundamentais: garantia de direitos, segurança e autonomia.
Segundo o prefeito Léo Moraes, o fortalecimento dessas políticas públicas é fundamental para garantir proteção e dignidade às mulheres do município.
“O enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser permanente. Nossa gestão tem o compromisso de fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso à informação e ao acolhimento para que nenhuma mulher se sinta sozinha diante da violência”, destacou o prefeito.
APOIO MULTIDISCIPLINAR E REDE LILÁS
A equipe técnica do Cram não atua de forma isolada. Através de escuta especializada e apoio psicossocial, o serviço articula os encaminhamentos necessários para saúde, assistência social e sistema de justiça. Esse trabalho conjunto fortalece a Rede Lilás, assegurando que a mulher não seja apenas atendida, mas efetivamente protegida de forma integral.
A Rede Lilás é uma rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, uma articulação institucional e comunitária que reúne órgãos públicos, serviços especializados, coletivos sociais e pessoas envolvidas na proteção e atendimento a mulheres em situação de violência de gênero e doméstica.
A Rede Lilás funciona como uma rede integrada de proteção: junta órgãos de segurança pública, assistência social, judiciário, Ministério Público, organizações da sociedade civil, coletivos feministas e serviços de apoio às vítimas.
MARÇO MULHER
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, o mês de março marca uma expansão das atividades externas. A agenda inclui: palestras em empresas e instituições públicas; rodas de conversa em escolas e associações comunitárias; e atividades educativas de sensibilização.
A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, destaca que a informação é uma das principais ferramentas de enfrentamento à violência.
“Quando a mulher tem acesso à informação, ela consegue identificar os sinais da violência e buscar ajuda. Nosso trabalho é garantir que essa rede esteja preparada para acolher, orientar e proteger”.
“O aumento na procura por palestras reflete uma sociedade mais consciente, que entende a necessidade de romper o silêncio”, destaca a coordenação do serviço.
Um dos focos do Cram neste mês é a informação pedagógica. Compreender as formas de violência (física, psicológica, moral, patrimonial e sexual). Identificar o “Ciclo da Violência”, que transita entre a tensão, a explosão e a falsa “lua de mel”, é a ferramenta mais poderosa para que a mulher consiga buscar apoio antes que o ciclo se torne fatal.
“Pautado pela Lei Maria da Penha, o Cram reafirma que, embora março seja um mês simbólico de mobilização, o trabalho de enfrentamento é diário. A equipe permanece técnica e eticamente comprometida com a dignidade e a vida das mulheres em todos os dias do ano”, ressaltou Elisandra Lopes, coordenadora do Cram.
DENUNCIE
A violência contra a mulher é crime. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa, garantindo orientação e encaminhamento às vítimas. O Cram está situado à rua Geraldo Ferreira, 2166, bairro Agenor de Carvalho – Porto Velho – telefone (69) 98473-5966 — plantão.


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