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Crônica: Números que não informam, realidade que grita.

por Rodrigo Magalhães.
Os números de Rondônia não apenas informam; eles gritam. O gráfico de “Top Ocorrências por Município” revela uma geografia do medo onde Porto Velho lidera com drásticos 41% dos casos de feminicídio. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o G1, o estado persiste vergonhosamente entre as maiores taxas de violência letal contra a mulher no país.
A mancha vermelha se espalha pelo interior: Ji-Paraná (13%), Vilhena (10,2%) e Ariquemes (10%) desenham um cenário onde o lar se torna o lugar mais perigoso. Cada fatia colorida no gráfico representa uma vida interrompida e um silêncio imposto pelo aço ou pela força. A mão estendida com o “X” vermelho na palma é o símbolo de uma resistência que luta contra estatísticas alarmantes. Enquanto os dados seguem subindo, o “X” permanece como o último recurso de quem busca sobreviver a um sistema que ainda falha em proteger.

