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SEM PAZ – Onda de assaltos aterroriza moradores do bairro Areal, área central de Porto Velho

Terreno ao lado da AFA está servindo de esconderijo para objetos furtados e ponto consumo de drogas, denunciam moradores
DA REORTAGEM LOCAL
Moradores em situação de rua estão usando uma área localizada ao lado do campo da Associação Futebolística do Areal (AFA), região central de Porto Velho, como esconderijo de objetos furtados e consumo de drogas. Segundo moradores ouvidos pela reportagem, o problema é antigo e vem tirando a paz de pessoas que residem nas redondezas.
De acordo com a denúncia, uma grande área que fica em torno da associação está tomada pelo matagal. O terreno é pública e faz parte do complexo esportivo da AFA, porém é ignorada tanto pela prefeitura de Porto Velho quanto pela diretoria da associação.
Várias denúncias foram feitas por moradores e nenhuma providência foi tomada. Além de servir como ponto de consumo de drogas por pessoas em situação de rua, é usado para descarte indevido de lixo, gerando criadouros para o mosquito da dengue Aedes Aegypti e bichos peçonhentos.
Muitos relatam que até assaltos que acontecem após às 19h. A onda de medo toma conta da comunidade. Na Rua São Paulo, trabalhadores, estudantes e moradores, já não querem mais passar pelo local devido o perigo. Não há policiamento ostensivo, dizem moradores.

Dona Maria de Nazaré, moradora há mais de 20 anos do bairro, conta que já telefonou várias vezes para os órgãos competentes para reclamar da situação caótica, mas, não obteve sucesso. E na tentativa de que sua denúncia fosse atendida, procurou falar também no setor de fiscalização sobre o caso, e a resposta foi que existe um grande número de demandas relacionadas a terrenos baldios na cidade. A orientação é que o morador formalize a denúncia na fiscalização para que o caso seja encaminhado à Secretaria de Meio Ambiente para as providências.
“Algumas pessoas se manifestam sobre o problema através das redes sociais. Mas é preciso formalizar a denúncia para que possam tomar atitudes administrativas e o próprio denunciante possa acompanhar o caso pelo protocolo gerado no momento em que a denúncia é inserida no sistema”, relata Nazaré, desacreditada que a prefeitura faça alguma coisa definitiva para sanar o problema.

