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Fúria rebate críticas, reafirma perfil político e diz que eventual governo será “para todos”

O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, voltou a se manifestar publicamente após críticas e questionamentos de setores da oposição sobre sua trajetória política e uma possível candidatura ao Governo de Rondônia.

Em declarações diretas, Fúria rebateu o que classificou como “narrativas distorcidas”, reafirmou sua identidade ideológica e defendeu que decisões de governo não podem ser analisadas apenas sob a ótica partidária. Segundo ele, embora se identifique como um político de direita, a condução de um governo deve atender a toda a população.

“Sou um prefeito de direita e serei um governador de direita. Mas um governador precisa olhar por todos”, afirmou.

O prefeito também comentou sua filiação ao PSD, explicando que, à época, a escolha se deu pelo alinhamento nacional do partido com o então presidente Jair Bolsonaro. De acordo com Fúria, mudanças posteriores na direção nacional da sigla não interferem em sua atuação local.

“As decisões que o partido toma lá em cima não me atrelam automaticamente a nenhuma situação aqui”, declarou.

Sem poupar críticas, Fúria destacou que a relação de partidos de Rondônia com o governo federal não se restringe a uma única legenda. Como exemplo, citou o debate em torno da concessão e da privatização da BR-364, apontando contradições entre discursos públicos e articulações nos bastidores.

“Às vezes o camarada faz barulho na tribuna, mas negocia o mandato fora dela”, disse.

Ao abordar o tema das concessões e dos pedágios, o prefeito alertou para o que considera incoerência no debate político regional. Para ele, o foco excessivo em siglas partidárias acaba desviando a atenção do principal fator da gestão pública: as pessoas que ocupam os cargos.

“Quem governa não é o partido. Quem governa são pessoas.”

Fúria também defendeu o modelo de gestão adotado em Cacoal, ressaltando que as decisões do Executivo municipal são tomadas sob sua responsabilidade direta, em conjunto com o corpo técnico e os servidores públicos.

“Partido não manda na minha gestão”, reforçou.

Ao final, o prefeito fez um alerta sobre o processo de escolha de governantes estaduais. Segundo ele, a experiência prévia no comando de um município funciona como um “filtro” natural para quem pretende assumir responsabilidades maiores.

“Para ser governador de um estado, no mínimo, tem que passar por uma prefeitura.”

Fonte: tribunapopular
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