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Léo Moraes lança Atividade Delegada e policiais podem receber extra de R$ 6 mil em Porto Velho
A Prefeitura de Porto Velho adotou uma nova estratégia para ampliar a segurança em áreas mais vulneráveis da cidade ao criar o Programa de Atividade Delegada Municipal (ACADM). A ação, que não tem precedentes em Rondônia, autoriza servidores das forças de segurança — como policiais militares, civis, penais e bombeiros — a prestarem serviço ao município em regime de convênio durante seus períodos de descanso. A proposta da gestão do prefeito Léo Moraes é intensificar o patrulhamento em locais de grande movimento e polos comerciais, com os custos financiados diretamente pelo orçamento municipal.
O modelo funciona como um trabalho extra regulamentado, ao qual os profissionais podem aderir de forma voluntária. Cada participante poderá cumprir turnos de até 12 horas seguidas, alcançando um limite de 150 horas por mês. Com isso, o rendimento adicional pode chegar a cerca de R$ 6 mil mensais. De acordo com a prefeitura, a atuação reforçada nas ruas tem início imediato nesta quarta-feira (24), com foco especial no período das festas de Natal e Ano Novo, quando há maior circulação de pessoas.
Mesmo sendo a segurança pública uma responsabilidade constitucional do Estado, o município argumenta que a parceria é essencial para enfrentar os altos índices de criminalidade na capital. O planejamento do emprego do efetivo seguirá critérios técnicos definidos pelo Gabinete Militar, concentrando esforços nos locais considerados mais sensíveis. Entre as medidas prioritárias estão o enfrentamento ao furto de cabos elétricos e a fiscalização, pela Polícia Penal, de apenados que utilizam tornozeleira eletrônica, especialmente em eventos com grande público, como o Réveillon no Parque da Cidade.
Paralelamente ao ACADM, a administração municipal informou que está avançando na criação da Guarda Municipal de Porto Velho. O prefeito afirmou que a licitação para o concurso público já se encontra na etapa de escolha da empresa responsável, com a intenção de formar inicialmente uma corporação armada. Até que essa estrutura seja implementada, o acordo com o Governo do Estado é visto como uma solução imediata para aumentar a presença policial ostensiva e proporcionar mais segurança à população nos espaços públicos da cidade.

