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Draco2 executa 98 ações judiciais contra membros do Comando Vermelho

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Megaoperação com mais de 200 policiais cumpre 98 ordens da Justiça contra organização criminosa ligada ao Comando Vermelho

A Polícia Civil de Rondônia realizou, na manhã desta sexta-feira (04/12), a Operação “Descarrilho II”, com o objetivo de desmantelar um amplo esquema de tráfico de drogas e atuação de uma célula do Comando Vermelho nas regiões de Rolim de Moura e Jaru.

A ofensiva policial teve alcance interestadual e foi desencadeada simultaneamente em diversas cidades: Rolim de Moura, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Espigão do Oeste, Theobroma, Vale do Anari, Machadinho do Oeste e também em Campo Grande (MS). A ação integra as operações coordenadas pela Rede RENORCRIN, do Ministério da Justiça.

Sob coordenação da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (2ª DRACO), vinculada ao DECCO, a operação contou com apoio da SESDEC, de delegacias regionais de Cacoal, Ji-Paraná e Alvorada do Oeste, além da CORE, do Departamento de Polícia do Interior e do Ministério Público de Rondônia.

Mais de 200 policiais civis foram deslocados para cumprir 98 determinações judiciais, entre elas 39 prisões preventivas, 30 mandados de busca e apreensão e 29 bloqueios patrimoniais. Todas as medidas foram autorizadas pela Justiça.

Somente em Rolim de Moura e municípios vizinhos, foram efetuadas 24 prisões e 21 buscas domiciliares. Já em Jaru, a Justiça expediu 15 mandados de prisão e 9 de busca, todos direcionados a integrantes da facção envolvidos em ataques incendiários contra empresas de internet como forma de coação e represália.

As apurações começaram após um flagrante envolvendo crimes de sequestro e cárcere privado praticados por membros da organização criminosa contra dois homens que vendiam drogas sem a permissão do grupo e sem repassar a quantia exigida. A ação rápida da Polícia Civil impediu que as vítimas fossem assassinadas.

Durante as investigações, a Polícia identificou uma estrutura criminosa sólida, baseada em hierarquia rígida e atuação em várias cidades, recebendo ordens diretamente do núcleo central da facção, no Rio de Janeiro. O esquema incluía líderes, administradores de áreas e distribuidores encarregados da venda de entorpecentes em diferentes localidades.

A facção também operava um elaborado sistema de lavagem de dinheiro utilizando contas bancárias de terceiros, usados como “laranjas”, e movimentações financeiras consideradas atípicas. Um grupo de WhatsApp chamado “Diretoria Rolim de Moura” era usado para coordenar o tráfico, com códigos e endereços para organizar as entregas.

Além disso, foi identificado um “tribunal do crime” responsável por determinar punições e julgamentos internos. Em Jaru, os incêndios criminosos contra provedores de internet foram ordenados para intimidar empresários que se recusaram a pagar extorsão, colocando em risco funcionários e causando danos econômicos relevantes.

A Polícia Civil reforça seu compromisso no enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas, destacando a parceria com o Ministério Público e a SESDEC para impedir o avanço de organizações criminosas que ameaçam a segurança pública no estado.

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