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Colunas (re)publicadas – O “canto do cisne” de Aluízio sem fazer linha sucessória (I)

COLUNAS (RE)PUBLICADAS
Lúcio Albuquerque

Publicada – 15.6.2020
Republicada – 26.12.25
1964 EM RONDÔNIA (7)

O “canto do cisne” de Aluízio sem fazer linha sucessória (I)

(Consultoria historiadores Abnael Machado de Lima e Francisco Matias e pesquisador Anísio Gorayeb Fº)
Principal nome político do Território, Aluízio Ferreira vinha se impondo na região desde 1931 quando nomeado administrador, o primeiro brasileiro no cargo, da Madeira-Mamoré, depois governador e implantador do Território, deputado federal em 1947, 1950 perdeu a disputa de 1954, e em 1958, já com 61 anos de idade decidiu tentar seu quarto mandato seguido.

Para Esron Menezes e Walter Bartolo, “aluizistas de carteirinha”, em 1954 ele pensava em ganhar e se aposentar, mas decidiu se novamente candidato para provar sua liderança, e ganhou, favorecido pela desistência do ex-governador Araújo Lima, que perdeu o lugar do PSP na convenção do partido para Renato Medeiros.

Araújo Lima, segundo o jornalista Euro Tourinho e o historiador Esron Menezes, era um intelectual, autor da letra do poema Céus do Guaporé – hoje o Hino Oficial de Rondônia, fez um bom trabalho quando governou, era bem aceito pela comunidade mas, conforme o funcionário público Walter Bártolo, “não tinha sangue nos olhos” quando o assunto era política.

Na biografia de Marise, sua filha Sandra Castiel Fernandes conta que a mãe arregimentou lideranças e vários cabos eleitorais para alavancar o nome de Araújo Lima, mas, como se diz na área política, “não decolava”, e Araújo Lima decidiu retirar dizendo que havia sido “traído”.

Sem ter adversário na convenção, Renato Medeiros ganhou a indicação mas um grupo considerável de partidários de Araújo Lima teriam mudaram de lado e Aluízio venceu novamente, mas Renato reorganizou a oposição ao “cacique” e quatro anos depois, quando Aluízio se aposentou e decidiu lançar seu primo, o ex-governador do Guaporé Ênio Pinheiro, já não conseguiu ganhar o eleitorado e ficou pior porque no último comício da campanha, quando uma caçamba da prefeitura invadiu o espaço dos “renatistas”, deixando muitos feridos, repetiu-se o que ocorrera quatro anos antes, porque partidários de Aluízio, que não aceitavam a candidatura de Ênio Pinheiro e muito menos com aquela violência, votaram no líder dos pele-curtas, que já estava muitos pontos à frente na campanha.
A derrota de Araújo Lima na convenção do PSP facilitou a vitória de Medeiros, porque muitos que apoiavam Araújo, como o casal Raphael e professora Marise Castiel, foram para as ruas amealhando muitos votos a favor de Medeiros, conforme o historiador Francisco Matias.

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