Capital rondoniense apresenta valores abaixo da média nacional e alivia o orçamento das famílias
O custo da cesta básica em Porto Velho apresentou queda em agosto e permanece entre os menores do país. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta na capital rondoniense fechou o mês em R$ 631,28, valor inferior à média nacional de R$ 757,61.
A redução foi de 0,85% em relação a julho, acumulando uma queda de 5,21% entre abril e agosto. Esse movimento de retração ajuda a aliviar o bolso das famílias, já que a alimentação é um dos itens que mais pesa no orçamento doméstico.
Queda em nove dos 12 itens pesquisados
Dos 12 produtos que compõem a cesta, nove tiveram queda de preço em agosto em Porto Velho. Os maiores recuos foram:
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Tomate: – 7,59%
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Açúcar cristal: – 4,63%
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Arroz agulhinha: – 4,20%
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Feijão carioca: – 4,19%
Também registraram queda itens como pão francês, carne bovina de primeira, farinha de mandioca, manteiga e café em pó. Apenas três produtos tiveram alta no período.
Comparação com outras capitais
No ranking nacional, Porto Velho figura entre as capitais com cesta básica mais barata. Em julho, a capital já aparecia em 4º lugar, com custo de R$ 636,69, atrás apenas de Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74) e Salvador (R$ 639,08).
Enquanto em Porto Velho o trabalhador precisa comprometer cerca de 52% do salário mínimo (R$ 1.502,00) para comprar a cesta, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro a realidade é bem mais pesada. Na capital paulista, por exemplo, a cesta básica em agosto chegou a R$ 866,71, consumindo aproximadamente 57% do salário mínimo.
Tendência nacional
A pesquisa também mostrou que em 24 das 27 capitais brasileiras houve redução no preço da cesta básica em agosto. A tendência reflete uma estabilização dos preços de alimentos essenciais, embora ainda existam variações regionais.
Alívio para os rondonienses
Com a queda consecutiva nos últimos meses e valores abaixo da média nacional, Porto Velho se destaca como uma das capitais onde a alimentação pesa menos no orçamento. Para especialistas, essa diferença pode estar ligada tanto ao perfil de consumo regional quanto ao impacto da produção local de alguns alimentos.
