A veterana das telinhas, que completaria um centenário em março do próximo ano, estava em um hospital particular da zona sul do Rio
A artista completaria um centenário em março do próximo ano. Ela vivia reclusa, sem contato com a imprensa. A reportagem acionou a assessoria do hospital, mas ainda não obteve retorno.
A relutância da artista em falar com a imprensa é confirmada por João Luiz Azevedo, produtor cultural e realizador do livro-homenagem Berta Loran: 90 anos de humor (Litteris), lançado em 2016.
Quem era Berta Loran
Nascida em Varsóvia, na Polônia, em 1926, Berta imigrou ainda criança para o Brasil, fugindo das perseguições contra judeus na Europa. Instalou-se com a família no Rio de Janeiro, onde começou a se interessar pelas artes. Foi nos palcos de teatro de revista que conquistou o público com sua irreverência, naturalidade e espontaneidade.
Berta Loran se tornou um rosto conhecido da televisão brasileira a partir da década de 1960. Esteve presente em programas humorísticos marcantes, como Balança, Mas Não Cai, Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total, além de participações em novelas e minisséries.
Com seu sotaque característico e jeito debochado, fez história como uma das primeiras mulheres a se consolidar no humor em um período dominado por homens. Com quase oito décadas de carreira, Berta Loran atravessou diferentes fases da televisão brasileira, sempre carregando o riso como ferramenta de resistência e identidade artística.
