Amazônia
DEMORA: Estrutura do Porto Cai N’Água segue parada à espera de licitação
Estrutura metálica apresenta danos causados pelo desgaste natural e só poderá ser recuperada após conclusão do processo licitatório
A recuperação e ampliação da plataforma IP-4 do Porto Cai N’Água, em Porto Velho, continuam sem previsão de início. As obras estão condicionadas à abertura da licitação que vai contratar os serviços de reparo na estrutura metálica.
Segundo o chefe do Serviço de Manutenção Aquaviária do DNIT de Manaus (SMA/SRE-DNIT/AM), Evailton Arantes de Oliveira, o projeto ainda não obteve aprovação da Diretoria de Administração e Qualidade (DAQ). O processo licitatório, entretanto, já está em andamento.
A situação foi esclarecida em resposta a um pedido de informações feito pela Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfemm). O presidente da entidade, George Telles, destacou que os recursos para a obra já estão garantidos. “Se o dinheiro existe, não entendemos tanta demora”, criticou.
As etapas preliminares chegaram a ser executadas, como a desmontagem e o envio da parte metálica para Manaus (AM), onde foi elaborado o laudo técnico e o projeto de reforma. A execução dos reparos e da ampliação só terá início depois da conclusão da licitação.
Interditado desde 2022
O Porto Cai N’Água está sem funcionar desde 2022, quando laudos técnicos apontaram rachaduras e buracos nas balsas, comprometendo a segurança da estrutura flutuante. O desgaste foi atribuído ao contato contínuo do metal com a água ao longo do tempo.
A plataforma, classificada como Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), deverá ganhar mais capacidade operacional após a reforma. Em 2022, último ano de funcionamento, o terminal recebeu 365 embarcações, movimentou cerca de 20 mil toneladas de cargas e registrou o embarque e desembarque de quase 15 mil passageiros.
Importância regional
O porto do Cai N’Água desempenha papel estratégico para a economia rondoniense. Além de ser ponto de embarque e desembarque de passageiros rumo a Manaus e outros municípios do Amazonas, é também rota fundamental para o escoamento da produção agrícola, em especial da agricultura familiar do Baixo Madeira.
*Com informações do Rondoniaovivo.

