Movimentação questionável na seleção de enxadristas para os Jogos Intermunicipais de Rondônia expõe falhas técnicas e éticas
Ausência de vínculo com a CBX, falta de transparência e desrespeito ao mérito esportivo ameaçam a excelência do xadrez rondoniense
Enquanto a tradição do xadrez em Porto Velho foi construída por critérios técnicos e competições sérias, a atual seletiva do JIR ignora a história e exclui atletas de renome, levantando dúvidas sobre seus verdadeiros objetivos.
A Retórica de Vieira e a Defesa da Verdade no Xadrez
Assim como o Padre Antônio Vieira, em seus sermões, combatia a hipocrisia e defendia a verdade acima dos interesses particulares, o xadrez exige clareza, ética e mérito. Vieira dizia: “A verdade não precisa de muitos argumentos; basta-lhe ser verdade.” E a verdade, neste caso, é que uma federação sem vínculo oficial com a CBX, sob suspeitas graves e sem respaldo técnico, não pode ser a voz que define quem representa Porto Velho.
O Jogo das Sombras: Desconexão Institucional e Falta de Critério
Há anos, a federação local opera à margem da CBX, sem reconhecimento ou diálogo com a entidade máxima do xadrez brasileiro. Essa ruptura institucional já seria motivo suficiente para questionar sua legitimidade, mas o problema se agrava quando quem conduz o processo tem histórico de conduta questionável e nenhuma credencial esportiva que justifique tal responsabilidade.
A seletiva proposta ignora décadas de tradição, em que clubes sérios e a Secretaria Municipal de Esportes trabalharam juntos para formar equipes competitivas. Agora, substitui-se o mérito por indicações obscuras, deixando de fora enxadristas com títulos nacionais e conquistas e experiências comprovadas
Xeque-Mate ao Mérito: Quem Perde é o Xadrez de Rondônia
Vieira já alertava: “O pior cego é aquele que não quer ver.” E é cegueira deliberada desprezar atletas que construíram suas carreiras em torneios oficiais da CBX, em favor de um processo sem transparência. O resultado? Uma equipe enfraquecida, desacreditada, e um esporte que perde sua dignidade.
Porto Velho sempre foi potência no JIR, trazendo troféus e revelando talentos. Mas, como diria Vieira, “não basta fazer o bem; é preciso fazê-lo bem.” E isso significa respeitar a história, valorizar quem dedicou anos ao tabuleiro e garantir que a seleção seja feita por quem entende de xadrez — não por quem joga com interesses ocultos.
O Lance Correto: Transparência e Respeito aos Verdadeiros Enxadristas
A comunidade enxadrística sabe quem são seus representantes legítimos. Cabe agora às autoridades e aos amantes do esporte exigirem um processo justo, alinhado com a CBX e com os princípios que sempre guiaram o xadrez: estratégia, honra e fair play.
Pois, como ensinava Vieira: “A mentira tem pernas curtas, mas a verdade corre até o fim do mundo.” E a verdade, neste caso, é que Porto Velho merece uma equipe à altura de seu legado — não um jogo político que sacrifica a excelência em nome de conveniências.
