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PM liberta jovem mantido refém pelo “tribunal do crime” na capital

Em área perigosa da Zona Leste, irmã da vítima é apontada como mandante do crime

DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Militar (RO) libertou um adolescente que estava sendo mantido refém por membros do “tribunal do crime”, em Porto Velho. Em relato feito aos policiais, ele afirmou ter sido arrebatado, surrado, ameaçado e, possivelmente, seria sentenciado à morte. O crime aconteceu em dos apartamentos do residencial Orgulho do Madeira, na Zona Leste da cidade.

Em pânico, ele apontou a irmã como sendo a mandante do crime. Ela teria ligação uma fação criminosa que atua na área. Ainda de acordo com relatos feitos pela PM, uma denúncia anônima teria informado sobre o crime. Ele não soube precisar qual os motivos que levaram sua irmã a encomendar ação do “tribunal do crime”, que age sempre quando há uma quebra de regras impostas. Segundo a PM, a mulher apontada como mandante não foi localizada.

O que é como funciono o tribunal do crime?

De acordo com especialistas em segurança pública, trata-se de uma espécie de justiça paralela do crime organizado, o “tribunal do crime” é uma prática antiga, usada para mediar conflitos nas comunidades e nos presídios. O sistema de controle de comportamento e punições foi levado para fora das cadeias à medida que as organizações criminosas ganharam força com o tráfico, no começo dos anos 2000.

De acordo com relatos de especialistas, nas áreas controladas, polícia e população sabem que a facção estabelece as condutas de vida e as regras de morte. Nos “debates”, como são chamadas as sessões de julgamento, há respeito a ritos e hierarquia.

Foto de capa: meramente ilustrativa

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