Tricolor tem desempenho ruim e peca na parte ofensiva, mas consegue suportar a pressão do Mamelodi Sundows
Tirando os 20 minutos iniciais, nos quais o Fluminense demorou para encaixar a marcação, o Mamelodi esbarrou na própria limitação. Claro, o risco de uma bola despretensiosa resultar em gol sempre deixa o jogo tenso — ainda mais com possibilidade de eliminação. Só que, chances de perigo mesmo, os sul-africanos não tiveram após aquela pressão inicial. O problema é que o lado tricolor também construiu pouco para vencer.
A partir de agora, é uma nova etapa nesta Copa do Mundo de Clubes. Com méritos, o Fluminense está nas oitavas de final. Mas empatar não será mais suficiente. O lado positivo é que, se repetir o que foi feito contra o Borussia Dortmund, é possível sonhar. O problema é que, se repetir o que foi contra o Mamelodi, terá que ser defensivamente perfeito mais uma vez para buscar as quartas de final.
Ignácio comemora a classificação do Fluminense contra o Mamelodi — Foto: Hector Vivas – FIFA/FIFA via Getty Images
O Mamelodi Sundows entrou em campo como está acostumado: com posse de bola, troca de passes e muita velocidade. Não deveria ser algo surpreendente, mas a pressão imposta assustou. O Fluminense demorou para encaixar a marcação no início, e Fábio foi providencial. As duas primeiras finalizações do jogo foram dos sul-africanos, que levaram muito perigo e pararam no goleiro. Até o minuto 20, o Tricolor não conseguia encontrar o adversário.
O principal ponto explorado foi a saída de bola do Fluminense. Ao marcar alto, Freytes e Ignácio não conseguiam fugir da pressão com a mesma qualidade de quando Thiago Silva está em campo. A linha com três volantes também ficou exposta e foi um prato cheio para a pressão sul-africana. Mas não era possível se manter tão intenso por tanto tempo por questões físicas.
Quando o ritmo do Mamelodi abaixou, as coisas começaram a melhorar. Isso perto da parada para hidratação. A partir dali, a marcação começou a encaixar, e o Fluminense forçava o Mamelodi a rifar a bola. Assim, começava a ganhar campo e espaço. Arias passou a se soltar e Cano sofria faltas aos montes. Ao menos, o Tricolor mostrava que estava em campo.
Na melhor oportunidade da primeira etapa, Arias chutou cruzado e ninguém conseguiu completar para o gol. Ao subir a sua intensidade, o Fluminense fez o Mamelodi abaixar a dele. Os sul-africanos ainda apostavam na posse da bola, mas pecavam na saída de jogo. No intervalo, a sensação é de que o Tricolor era melhor, mas ainda sofria.
Fábio faz defesaça em chute chute de Matthews em Mamelodi x Fluminense — Foto: Dan Mullan/Getty Images
Na segunda etapa, o cenário não mudou. Mas o componente de tensão por parte do Fluminense e de pressa pelo lado do Mamelodi tornou a partida confusa. Sem controle e de alto risco. Fábio não fez uma defesa sequer na segunda etapa, mas cada cruzamento ou troca de passes na entrada da área trazia uma carga de nervosismo pela eliminação estar em jogo.
Renato demorou a mexer, mas seu banco de reservas funcionou. Bernal, especialmente, trouxe fôlego para o setor. Também aumentou a força física, algo que o Mamelodi começou a levar vantagem a partir do momento em que Martinelli, Hércules e Nonato iam cansando. Keno também entrou bem, ajudou na marcação e sofreu faltas fundamentais para gastar o tempo.
Olhando já com o placar definido, é possível dizer que o Mamelodi pouco levou perigo. Poderia ficar tocando bola que não entrar na defesa do Fluminense. Mas, enquanto a bola ainda rolava, cada bola para lateral ou falta sofrida era festejada pelas arquibancas. De ruim, fica a sensação de que, ofensivamente, a equipe construiu muito pouco. Não dá para só se defender nas oitavas.
Porém, a vaga está com o Fluminense. O objetivo era a classificação e ele foi atingido. Agora, é esperar as oitavas de final.
Fonte: ge
