A bola rolou 4 minutos e 42 segundos a mais do que no ano passado, em média, 58,61% do tempo contra 53,49% em 2024
A primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2025 já mostra diferenças em relação às estreias das equipes brasileiras na principal competição nacional do ano passado: a bola rola mais. Em média, a primeira rodada exibiu 4 minutos e 42 segundos a mais de bola em jogo do que na primeira rodada de 2024. Os números são da Footstats.
Tempo médio de bola rolando em 2025: 59 minutos e 57 segundos
Tempo médio de bola rolando em 2024: 55 minutos e 15 segundos
As justificativas podem estar nas medidas adotadas pela CBF para tentar coibir a cera no Brasileirão. A entidade passou a adotar duas medidas nesta edição do torneio e que parecem já ter influência dentro de campo: limite de oito segundos para goleiros colocarem a bola em jogo, senão será marcado escanteio para o adversário e substituição de gandulas por bolas colocadas em determinados pontos do campo.
Como dá para ver no vídeo acima, nem todos os árbitros e goleiros seguiram a regra fielmente.
A média de tempo de bola rolando em 2025 foi de 58,61%, contra 53,49% do ano passado.
Na primeira rodada de 2024, os jogos Cruzeiro 3 x 2 Botafogo, Atlético-GO 1 x 2 Flamengo e Corinthians 0 x 0 Atlético-MG tiveram mais tempo de bola parada do que de bola rolando. Em todos eles houve uma expulsão. Neste ano, o menor percentual foi em São Paulo 0 x 0 Sport, com 52,28% do tempo de bola em jogo.
Dos quatro maiores percentuais de bola rolando, três são dos jogos de 2025. Na outra ponta, três dos quatro menores foram em 2024.
Em números absolutos, o maior tempo de bola rolando foi também o com o maior percentual. Fortaleza 2 x 0 Fluminense teve um total de 1h 16min 57s (65,25% do tempo total de jogo). Por outro lado, o menor tempo de bola rolando de 2025 foi Cruzeiro 2 x 1 Mirassol, com 54min 47s (52,98% do tempo total).
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*O Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Giavoni, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira e Valmir Storti e pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano.
Fonte: ge