Porto Velho, RO, 3 de abril de 2025 03:12

“Lembram do Mbappé?”: por que Vitor Roque ainda não desencantou pelo Palmeiras

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Vitor Roque chegou ao Palmeiras com a responsabilidade de suprir a carência de um camisa nove, que vinha há anos sendo cobrado pela torcida à diretoria. Fez quatro jogos e ainda não marcou gols. Um cenário, contudo, para o qual há explicação.
A começar pelo fato de que o centroavante chegou no início de março, durante o Paulistão, e teve pouco tempo de adaptação. Tanto que, em sua estreia, contra o São Paulo, na semifinal do Paulista, aproveitou o aquecimento para conversar com Raphael Veiga e Estêvão sobre seu posicionamento e como prefere receber a bola.
O maior período sem jogos à disposição aconteceu durante a Data Fifa, entre 17 e 25 de março, mas o Palmeiras teve seis convocados – todos titulares no time -, perdendo mais da metade da equipe principal durante a preparação.
Ao mesmo tempo, Roque chegou naquela que tem sido a pior fase técnica do time em 2025, com dificuldades de criação e transições lentas. O que consequentemente deixa o centroavante com poucas oportunidades de finalização.
Na final contra o Corinthians, por exemplo, Vitor Roque só deu dois toques na bola e nenhum chute a gol. A bola lançada por Bruno Fuchs para Flaco López, portanto, de cara com o goleiro John, contra o Botafogo, foi uma exceção dentro do que o time tem apresentado nos últimos jogos.

O cenário é visto com tranquilidade por Abel Ferreira.

– Está conosco há um mês. Vocês lembram o que aconteceu com Mbappé, que nos primeiros sete jogos fez “bola” (zero) de gols? – questionou o treinador.

Mbappé fez, na realidade, cinco gols nos sete primeiros jogos pelo Real Madrid e demorou três para marcar na Liga. Desempenho que terminou sendo considerado abaixo do normalmente apresentado pelo centroavante. Contratação mais midiática do clube espanhol nos últimos anos, vindo do PSG, ele agora tem 33 gols em 45 jogos.

Roque, ainda que não tenha balançado as redes, participou com duas jogadas decisivas ao sofrer os pênaltis contra o São Paulo na semifinal e contra o Corinthians na segunda final. O primeiro selou o 1 a 0 que classificou o Palmeiras, enquanto o segundo foi cobrado por Veiga e defendido por Hugo Souza, dando o título ao Corinthians.

O nome do atacante, porém, surgiu durante uma resposta de Abel sobre a ausência de Maurício no time, quando o técnico – incomodado com uma pergunta anterior sobre falta de repertório – voltou a citar o assunto para explicar as rotas de ataque que vêm sendo trabalhadas com os jogadores. Entre eles, Vitor Roque.

– São combinações exteriores, entre ponta e lateral em cima do lateral adversário, são combinações interiores como foi o pênalti que tivemos contra o São Paulo, Corinthians, e como o gol que fizemos com o Maurício, e a terceira rota é de viradas. Os resto são transição, bolas paradas, e a criatividade, que os jogadores também ganham bolas sozinhos.

– É isso que estamos a trabalhar em cima dos nossos jogadores. Em cima do Facundo, que veio da seleção, do Piquerez, do Emiliano, do Estêvão, do Roque, que está conosco há um mês – afirmou.

Fonte: ge